segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
O Espelho
Como se diz, é preciso errar para saber viver. Pois então, hoje, numa filosofia um tanto quanto negativa sobre minha própria imagem, delirei sobre a realidade, primeiramente queria apresentar as frases que me apareceram sem muitos significados há poucas horas atrás, logo após uma citação de um autor que eu simplesmente venero.
Beijos e abraços,
Da Autora.
- Vivemos no perfeccionismo de Oscar Wilde, somos os Dorians Gray da realidade.
- Ele era um personagem de um mundo fictício, preferia a imaginação para fugir da dureza do mundo real.
- O que é que criamos além de nossos desejos frustrados?
- Todo homem tem uma máscara, alguns se esquecem de sua verdadeira face. Olhei-me no espelho e me espantei com a realidade, ela era muito feia para ser real.
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"Viver é a coisa mais rara do mundo. Muitas pessoas existem, só isso". Oscar Wilde.
Ele andava cada passo como se fosse um rei a descobrir o conhecimento, suas palavras saiam do ouro e seus olhares brilhavam como o sol. Seu sorriso deixava qualquer mortal extasiado, seu toque causava arrepios. Ele era herói, artista e príncipe.
Nos dias normais, colocava um sorriso no rosto, um espírito puro e um coração aberto, dizia ajudar os pobres e seguia cada dia como se fosse um enviado de Deus. Dialogava seus conhecimentos, filosofava sobre a vida e como se deve segui-la. Vivia muito bem, se não fosse pelas noites.
Todas as noites ele se olhava no espelho, imaginava e refletia com o reflexo de seu rosto programado, respirava bem perto, para ver se conseguia deixar o espelho fosco com seu bafo, mas era engraçado como mesmo que ele soprasse até seus pulmões saíssem de seu corpo, o espelho nunca ficava embaçado.
Ele olhava para as jóias de seu corpo, olhava para suas roupas enfeitadas, para seu sorriso contínuo, para seus sapatos de camurça. Olhava seus livros e suas anotações, olhava suas fotos e suas cartas, tentava manter o foco em sua face, mas nunca conseguia se olhar por completo, evitava seus olhos, porque eles eram cruéis.
Respirava fundo e se virava, tocava em seu rosto, achando a fresta daquela máscara, pensava muitas vezes antes de retirá-la, fechava os olhos e voltava para frente do espelho, agora sem nenhuma máscara. Abria um olho de cada vez, um cantinho só, uma pontinha ainda com os cílios atrapalhando a visão, abria finalmente um olho, mas logo o fechava.
Era tenebroso, temia seu próprio rosto, porque tentava compreender o que ele próprio lhe passava, qual mensagem real e transparente. Se ele fosse transparente, não conseguiria atuar, se ele fosse transparente ele encararia o que não era certo encarar.
Sentou-se em uma poltrona, de costas para o espelho, pegando seu velho caderno de notas, ele costumava dizer coisas legais, para pessoas frustradas. Porque a maioria não vivia o dia inteiro preso em uma máscara para ser feliz com a ficção. Alguns viviam realmente, ele os invejava, talvez não.
A vida é muito dura, muito concreta e muito arisca, porque o homem a faz assim. Têm tantos medos, tantas barreiras formadas por si, que esquece da facilidade que pode ser viver. Faz sonhos, cria desejos, expectativas, para depois desistir de cada passo.
Volta ao mais fácil, percebe que um homem não pode viver de sonhos. Repara que às vezes é somente criações de desejos frustrados. Dizem não, quando podiam, com a facilidade de uma criança inocente, dizer sim.
Criam imagens e aparências, se tornam o próprio Dorian Gray, no perfeccionismo irreal em uma obra de Oscar Wilde. Quando assassinam sua imagem, observam as formas horrorosas que suas imagens reais lhes criam.
São fracos, são frágeis, são metamorfoses... E são, ao mesmo tempo, simplesmente humanos normais. Não são príncipes, não são heróis, muito menos artistas ou deuses. Não assumem com facilidade a realidade simples do existir.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
O Poeta e o Arquiteto
Dessa vez um texto sem pé nem cabeça e nem me pergunte porque vou postar, simplesmente porque não tenho mais nada novo.
Estou com uma frase na cabeça desde desembro e quando ela finalmente surgir em algum texto, será a obra do semestre!
Bom, c'est la vie.
Beijos e abraços,
Da autora (esquizofrencia hoje...)
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Em uma regra distante sobre a criação do amor, alguém revelou ao poeta que a classe era rimar. Algo tão certinho e peculiar, tão bonito e quadradinho. Aí um belo dia, um arquiteto desengonçado perguntou ao poeta amante "mas se o coração não tem formato certo, por que sua descrição é tão aritmética?".
O poeta lhe olhou, franziu o cenho com um olhar sério, como se acabasse de escutar o arquiteto xingar sua falecida e casta mãe, mas não soube responder, é porque um dia, alguém em seu caminho, lhe disse que o certo era rimar.
Era voltas, caminhos e trajetos sem sentido, o amor não tem direção, muito menos placa, não existe mapa, nem modo mais fácil de se chegar ao centro. Caminho suspeito, quedas constantes, mas o chão é feito de gelatina e chocolate.
Escorregue e se aventure, o caminho tem tantas portas, algumas com tigres e outras com cobras, é um zoológico, cuidado com os insetos, eles também existem. Eita mundo paralelo! Segue aquilo, segue outro caminho, mas por favor, não esqueça de virar quando a parede aparecer!
Ela tem gosto de caramelo, mas às vezes o caramelo está duro e o rosto acaba machucado. É engraçado como às vezes acabam feridos os amantes desajeitados! Solta risadas com lágrimas contidas, solta suspiros com gritos desesperados.
Então vamos rimar.
Amor, rima com sabor.
Coração, rima com trovão?
Ou talvez paixão!
Sabor do trovão na paixão. Tem gosto adocicado, como leite condensado!
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Jornalismo Mack, 2008... vamos ao 2009!
Eu sei, isso vindo de mim é um pouco inesperado, eu sei também que poucos lerão isso realmente, pois vão pensar que é só um post num blog cheio de histórias para contar e pouco sobre a própria autora que vos fala. Mas vou contar, tudo que lêem aqui, são partes de minha vida, são coisas que presenciei, fiz e sofri, coisas que me alegrei e agradeci ao meu avô por ter vivido, ou pelo menos pedi proteção a ele por agüentar todas as barras que já me aconteceram, foram poucas, eu sei disso, mas... Foram suficiente para tornar uma garota sem muita coisa na cabeça em alguém que ama o que faz e o que tem.
É por isso que escolhi esse espaço para agradecer, agradecer a vocês, que me aturaram dois semestres de faculdade, mesmo havendo tantos pela frente. Porque são vocês que fazem parte agora de minha vida, são vocês que eu tenho o prazer de olhar todos os dias, sorrir e cumprimentar, de agradecer por não ter passado na Cásper para poder presenciar momentos legais com vocês.
Alguns mal tive contato, alguns fazem já parte de minha vida, mas todos são fundamentais, todos foram essenciais, foram perfeitos e alegres. Eu tenho prazer de dizer que esse ano foi um dos melhores anos de minha vida, ta certo que só tenho 18 anos para dizer já qual foi o melhor, mas a gente sabe, a gente sabe no fundo do coração o que nos fez feliz, quais momentos nos fizeram sorrir, e eu lhes digo... Quase todos esses momentos foram próximos a vocês.
Estou escrevendo isso nos 25 anos de aniversário de casamento de meus pais, o que significa que ainda é dia 24 de Novembro, porém é por essa data mesmo que pretendi falar essas palavras, porque é vendo como eles são felizes juntos que eu levo isso para minha vida, essa união, esse companheirismo e amor, coisas que não só casais podem presenciar, mas como todos que possuem um pouco de amor dentro de seus corações, podem falar em voz alta que estão felizes por estarem juntos.
Eu não quero citar nomes, mas há pessoas fundamentais, desculpa... Mas, eu queria falar isso de um jeito ou de outro. Ô cabeção! Ô pessoa que me espanca todos os dias da minha faculdade? Sabe, você? Aquele cara que eu já falei que pra mim, hoje em dia, é que nem irmão? Sim, Lib, você mesmo... Agradeço sua amizade, agradeço todos os momentos que você simplesmente me abraçou por ser um bom amigo e agradeço por estar perto sempre, mesmo que seja para falar bobagens sobre como estamos com fome e comeríamos duas pizzas inteiras nesse momento. Você foi importante e eu queria te dizer isso, eu te adoro cara, te adoro pelo o que você é e pelo o que você vai ser mais para frente, um belo jornalista, profissional, inteligente e trabalhador.
Eu poderia falar de todos, por acaso, eu estava fazendo isso, mas são tantos! Imagina falar de mais 59 pessoas num só comentário em um blog? Seria muita coisa, mas o que eu queria realmente dizer é que eu admiro todos vocês, pelo o que são, Dome, Dani, Fani, Manda, Gabi, Fabigol, Acosta, Gui, L. Gui, Caboclo, Cecí, Rê, Lari, Luri, Ari, Matheus, Ana, Edu, Honda, Zeit, Gus, Vitão, Lu, Paula, Li, Camis... Enfim, todos...
Mesmo sendo uma emo anti-social, eu respeito todos, adoro a todos e tenho certeza que essa classe inteira se tornará a melhor classe de Jornalismo que o Mackenzie já viu, com profissionais, homens e mulheres de família, ou feministas que nem eu (minoria, eu sei), inteligentes, bem informados (tirando o Caboclo), amigos e sempre... Não importa o que, SEMPRE UNIDOS!
Agradeço pela última vez nesse post o momento que tive com todos, a amizade e o companheirismo, as festas e os barzinhos de sexta.
Vou postar isso agora, mesmo ainda em semana de prova, senão fico ansiosa e leio e releio mil vezes para ver se posso colocar mais coisa.
Obrigada por terem feito o meu ano, um ano incrível!
Beijos e abraços,
Da Autora.
Juliana A. M. Monteiro.
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
O Samba
O que importa é que graças a isso tive a sorte de ter a idéia de criar outro conto, graças a bateria da faculdade e ao momento que eu desisti de minhas havaianas para sambar livremente na porta de minha faculdade (nunca fui uma pessoa normal).
Espero que gostem do conto, algo fictício porém real.
Beijos e abraços.
Da Autora.
- O samba -
O som da bateria invadia a rua, deixava aqueles batuques, toques e sons diferentes fluírem por todas as casas, prédios e lojas. Ela passava pela rua e buscava da onde vinha o som tão delicioso, que fazia seu coração batucar na mesma intensidade que a bateria daquela escola.
Parou no meio da rua, com suas havaianas e seu vestido curto, olhou em volta e encontrou aquelas pessoas coloridas, batendo em seus tambores, pandeiros e qualquer coisa que pudesse formar um som intenso. Pouco a pouco foi se aproximando, largando um pé de sua havaiana marrom, logo após o outro, deixou suas coisas perto de um prédio, todas as sacolas, bolsas e objetos.
Em pouco tempo estava em volta dos homens alegres, ela não os conhecia, eles também não, no entanto a música não procura conhecidos, ela procura amantes. A mulher começou a seguir o ritmo da música, mesmo que não soubesse os paços do samba, mesmo que em toda sua vida ela tivesse escutado as batidas fortes de um rock n' roll pouco respeitado. Ela se deixou levar.
Seus pés iam por todos os lados, seguindo o ritmo, amando o batuque, ela fechava seus olhos castanhos, soltava seus cabelos e balançava os braços, rapidamente aprendeu a facilidade do samba, seu coração conhecia as notas, os paços, sabia onde devia seguir, como devia seguir, seus pés lhe ensinaram a sambar.
Um homem que tocava o tambor a olhou, um sorriso branco no rosto lhe cativou, ela finalmente abriu os olhos e encontrou o homem lhe observando, este lhe pediu para se aproximar mais.
"Por que está descalça?" ele lhe perguntou em um grito, como o barulho impedia uma comunicação silenciosa. "Porque meus pés pediram liberdade, queriam sentir o chão e poder se mover sozinhos", ela lhe respondeu rindo livremente. O homem sorriu achando graça do modo estranho da mulher se comunicar, como se seus pés tivessem vida própria. Logo após tirou o grande tambor de si e entregou para a mulher, "se seus pés lhe obedecem, veja se suas mãos, braços e dedos fazem o mesmo".
Ela se espantou, achando difícil de conseguir aquele feito, mesmo assim aceitou, colocou em seu ombro o apoio do tambor, se ajeitou direito e escutou a música, seu coração batucava, tocava e sentia, seus pés ficaram quietos, ajudando a moça a se concentrar somente em seus toques, em seus dedos e mãos.
O homem ficou surpreso quando a viu seguir a música, tocando perfeitamente, entendendo os batuques, entendendo os gritos e apitos, ela, sem querer, havia se tornado parte daquela bateria.
Ainda tanto sem propósito, ela sentia que seu corpo, mente e alma, amavam aquilo. Não amavam exatamente o samba, mas amavam a música, amavam o sentido que esta lhe dava, o toque suave ou o toque barulhento, o som calmo, o som movimentado. Pouco importava, o que era de importância era que sua vida estava sendo vivida naquele instante, como um sentido sem sentido, como um amor sem significado. Algo puro, algo eterno.
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Poemas
Liguei o Foda-se em vidas amorosas, liguei o "hell yeah" para baladas, festas e curtição. Vamos ser adolescentes, finalmente.
Um é um poema erótico? Hum, foi o que falaram, eu não achei, achei ele muito suave, foi mais... sensual, diria. Ou até menos.
O outro é uma crítica não crítica, é só pra vocês pensarem mais nos atos antes de fazê-los e repararem que arrependimentos não fazem história, nem sua vida.
Yeah, é isso, beijos e abraços.
Da Autora.
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- A conquista -
Uma conquista
A base de tudo.
Se os lábios tão perto do rosto.
É o cheiro...
Mas o cheiro não suporta,
É a vontade.
Uma escorregada,
Uma chama
Uma pequena aproximação
É o desejo.
Um deslise de mão,
Um perfume no ar,
Um corpo colado,
Uma vontade de se amar.
Conquista,
O beijo dado e os passos mais parados,
Atrapalhados...
Uma parede e uma prensada.
Respiração aflita,
Empurra, empurra!
Toques fortes
Beijo sufocado.
É uma finalidade,
Cama, parede, armário...
Banheiro, chuveiro, pia.
Qualquer lugar!
Beijos, toques, apertos,
arranhões, mordidas.
Arranca aqui, tira ali.
Camisa, calça, cueca
Blusa, saia, calcinha
Nada, nisso não precisa de nada.
Animação, aflição, desespero.
"pelo amor de Deus, VAI!"
Desse jeito não é um pedido,
Ordem.
Movimento, suor, gemidos.
Gritos, gritos, gritos!
Suspiros, pedidos, exigências.
Conquista foi.
Conquista vai.
vai... Vai e vem, entra e sai, arranha e aperta.
Foi, grito novamente.
Gemido mais intenso.
"AI!", culpa do arranhão mais forte.
Vergão, arquear costas, beijos sedentos.
Seios fartos, lambidas, mordidas.
Cair, deitar, respirar.
Sorrir, sentir, relaxar.
É o desejo, é a conquista, é o cheiro.
Finalidade, fim.
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- Sem título -
Se eu fosse voltar atrás em decisões,
Faria tudo diferente.
Nunca teria posto um cigarro na boca,
Muito menos uma gota de álcool,
Teria lido mais, beijado menos.
Teria visto mais filmes em preto e branco,
Menos violência desnecessária.
Teria ido a igreja todo domingo,
Rezado Pai Nosso e Ave Maria.
Teria me guardado para o futuro.
Casado virgem!
Teria lido um pouco menos filosofia,
Um pouco mais romances.
Teria feito direito, ou medicina.
Quem sabe farmácia, enfermagem.
Engenharia... Alguma coisa que dizem "você estudou".
Não teria gostado de escrever,
É uma perda de tempo.
Teria jogado fora a velha máquina de escrever de meu avô.
A única função que possui é para o museu.
Não teria freqüentado museus,
Não teria ido a peças de teatro,
Musicais, dramas, comédias.
Nunca usaria mini-saia,
Calça justa, regata com a barriga de fora.
Mas também não usaria calças largas,
Camisas de heavy metal, tênis surrado.
Usaria sempre uma saia abaixo do joelho - marrom.
Uma blusa que não tivesse decote.
Sempre um sorriso meigo no rosto.
Ah! Nunca, mas jamais usaria sarcasmo.
Não teria mais ironia, piadas maldosas.
Risadas sacanas, gírias malandras.
Claro que nada disso teria feito,
Uma coisa sim eu teria.
Nunca deixaria meu corpo influenciar.
Nunca meus hábitos se tornariam visão para outros.
Nunca ia querer ver meus erros do passado no futuro alheio.
Originalidade
Erro
Conseqüência
Foi o meu caminho.
domingo, 5 de outubro de 2008
Verdadeiro Amor
Beijos e Abraços,
Da Autora.
PS: você foi minha maior inspiração, estarei SEMPRE com você, escute seu coração e você me escutará.
Te amo, meu único e verdadeiro amor, eu conheço a felicidade, eu simplesmente não pude experimentá-la.
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-‘O homem mais feliz do mundo é o que encontra seu verdadeiro amor'
Por infelicidade do destino, por falta de escolhas e por outros muitos motivos que se tornam em pedras gigantes em nossos caminhos, não é sempre que o verdadeiro amor pode ser consumado, o que se pode entender é que, mesmo sem ser tocado, ele foi sentido e apreciado, feito para qualquer momento e guardado, para não se tornar gasto.
Um verdadeiro amor que resiste ao tempo, à distância e aos preconceitos. Porém, de qualquer modo, o verdadeiro amor não pode ser tomado. Não há arrependimentos, simplesmente os dados foram lançados, a sorte escolhe o caminho e ela não escolheu o que lhe daria felicidade.
‘Substituir um sofrimento em longa escala em um sofrimento de curta escala’, esse foi o real motivo, um amor verdadeiro não pode ser destruído, muito menos se tornar fraco, por isso se faz sacrifícios que talvez se tornem um dos maiores arrependimentos de uma vida para simplesmente manter o que era divino em seu patamar junto às estrelas.
Um céu que lhe chama e lhe beija com seus lábios de mel, a lua canta sua canção e lhe hipnotiza com sua voz aveludada. As estrelas lhe sorriem e iluminam seu caminho. Porque um dia, mesmo que ele se torne sua eternidade, um dia você será feliz e quando esse dia chegar, será o dia em que você reencontrará seu verdadeiro amor.
Por enquanto, desistir de sua felicidade fora sua escolha mais divina e recíproca. Desistir de algo para dar paz a alguém, esse é o verdadeiro motivo de um amor eterno. É junto ao real e ao verdadeiro que se encontram um sentimento.
Eu lhe amei e lhe amarei, até que a morte destrua a alegria de meu coração, apague a luz de meus olhos e me torne surda para as canções. Até que a eternidade descubra seu fim.
Um dia, que Ele escolha à hora certa, um dia lhe verei, lhe olharei nos olhos e sorrirei, para sempre. Tocar-lhe-ei a pele e sentirei o gosto adocicado do amor em seus lábios. Enquanto isso, a vida será minha única escolha, os caminhos que me forem postos serão o que eu irei seguir, sem praguejar por uma vida de deixei de viver.
O tempo será meu senhor e eu serei seu escravo.
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Orgasmo Pessoal
Acabei de reparar que fiz um ano de blog e mal fiz uma comemoração! Mas sinceramente, para que comemorações? Nessa bosta ninguém entra, se tornou mais um maldito diário do que realmente um blog. Mas eu acho que nunca me importei com isso, no final das contas, eu tinha certeza que isso de qualquer modo ia acontecer.
Vou dar algumas palavras, senta ai e tenha paciência, se você um dia seguiu esse espaço e já leu textos meus com mais de 4 páginas, não vai ser essa bostinha aqui que vai lhe cansar.
Hoje dei uma de louca, tava vendo um vídeo da atriz que faz aquele “tapa na pantera” e fiquei me imaginando se eu conseguisse ser uma escritora de verdade, não que eu não seja, mas essa maldita sociedade de bosta tem a mania de considerar escritor só aquele cara que consegue publicar um livro e vender algumas cópias. Se é assim as coisas são, eu não sou mais do que uma filósofa de botequim! Lembrei agora do comercial da Sprite, mas essa é outra história que não tem nada a ver com essa aqui.
Bom, que eu sou esquizofrênica, ninguém mais duvida, desta vez até me superei, ou não. Fiquei durante vinte minutos me olhando no espelho e falando de como eu me tornei uma escritora, fala sério, se qualquer pessoa me pegasse fazendo isso começaria a rachar de rir e só pararia quando eu estivesse surda com a risada do filho da puta. Mas foi quase lá, minha mãe me abre a porta, não... Eu não a chamei de filha da puta agora, foi só uma expressão vulgar utilizada para descrever um personagem fictício que teria tirado uma com a minha cara.
Enfim, minha mãe entrou, me olhou e na hora disse, “qual é a arte que você tava fazendo agora?”, vide que a “arte” tem um sentido de “o que você está aprontando”, é... bem, cada mãe tem seu jeito estranho de falar, um dia você se acostuma com a sua. Eu meio que a olhei e fiquei sem reação, depois que ela saiu, eu me fiz a mesma pergunta, “o que eu tava fazendo, caralho?”.
Ah, mínima idéia! Eu simplesmente quis sair um pouco do mundo, e ai eu reparei, é esse o maldito motivo pelo qual eu escrevo, entende? Eu quero sair dessa bosta toda! O mundo é tão filho da puta, mas tão filho da puta, que pelo menos nas minhas imaginações ele pode ser um pouco MENOS filho da puta.
Mas no final nunca consigo, se você, inútil leitor, desse uma lida por aqui, você ia reparar que tudo que eu falo é meio negativo, ou melhor... real de mais, eu falo tanto sobre a realidade que meu mundo de ficção ficou esquecido. Mas que se foda, a minha realidade continua sendo mais legal que a realidade-realidade.
Principalmente porque a realidade-realidade existem pessoas e, nossa! Como vocês me irritam! Não, nada pessoal (rah!), ou quase lá... É que tem tanto babaca no mundo que se eu tivesse uma arma comigo, eu mandaria bala pra todo mundo e que se fodesse o mundo, sempre tive vontade de dar uma de psicopata, não é de se estranhar que a minha primeira personagem que criei em minha vida era uma assassina de aluguel, psicopata. Vocês às vezes são insuportáveis, ou melhor, são as poucas vezes que vocês NÃO são insuportáveis.
Excluir-me num mundo digital, ou em qualquer folha de papel que me aparecer pela frente é bem mais fácil do que tentar ter uma conversa “cabeça” com alguém. As pessoas não se respeitam e me fazem perder a paciência, que já não é muito grande, elas acabam tirando qualquer principio que eu posso ter. Já não acredito mais em liberdade, verdade, justiça, qualquer porra que a gente aprende desde pequeno que existe, pra mim é tudo falsidade desde que comecei a conviver em sociedade.
E qual seria realmente o motivo das coisas nesse momento? Porra, eu amo o que faço, isso já é um bom motivo, mas de resto? Só respeito. Vocês são um bando de bostas e sabem disso. Eu sou uma bosta porque no final não deixo de ser um de vocês. Saca só a vida mais inútil que levamos:
Nascemos, crescemos, nossos pais nos sustentam, estudamos para podermos trabalhar, trabalhamos, temos filhos, os criamos, os educamos para que possam ter um futuro, quando eles formam seus próprios futuros, ai resolvemos morrer e deixar alguma grana de herança pra eles. Ah, puta que pariu! E cadê aquele lance de mudar o mundo?
Pau no cu de quem um dia inventou essa de histórias falsas de que “você pode mudar o mundo”, o máximo de mundo que você pode mudar é o seu próprio pra no final ser pisoteado por um bando de merda.
Porra,a gora perdi o fio da meada, fui reler o que tinha escrito e perdi o ritmo, só porque parecia que ia matar o teclado de tanto digitar. Eu tava falando de como somos inúteis, certo? Se algum de vocês me vier com essa porra de hipocrisia pra cima de mim, leva facada, porque outra coisa que não suporto (da minha lista enorme de coisas que não suporto), hipocrisia.
E olha, hipocrisia vai desde você falar que “como os animais sofrer e como a fome na África é triste” e sair pra comer McDonalds até não assumir que nossa vida, como diria o grande Bossa, é uma “puta vida injusta, meu”.
Mas dane-se, se justiça não existe, o “in” também não deve existir. O que existe é só um conjunto de filhos da puta reunidos que decidem nossas vidas para melhorar a deles. Acabei de estudar pra ética, e to com aqueles papos de Maquiavel na cabeça, o príncipe que só quer tudo pra ele e “vamos foder o mundo pra meu prazer”. Ou aquela de “servidão voluntária”.
Agora tava pensando, eu não acredito mais em nada, eu devo ser ateia e nem sei disso. Uma ateia social, não religiosa. Não que eu acredite nessa coisa de Deus e Jesus Cristo, pra mim Jesus no máximo era um revolucionário que, como todo revolucionário, se fodeu no final por ter tentando colocar um pouco de justiça aqui. Deve ter sido ele a pessoa a inventar essa palavra, sei lá.
Mas eu sou ateia de princípios, bicho... Não acredito mais em nada e não sou mais nada por pura escolha. Eu faço minha própria vida e tento não me foder. Eu pelo menos ainda faço coisas que me dão prazer, tipo essa bosta que to fazendo agora pra no final não falar porra nenhuma.
Eu ainda tenho tesão por escrever, ler, escutar música, cultura, transar, fumar, beber, desenhar, conversar com pessoas inúteis e pensar “porra, como você é inútil”, ser sarcástica e fazer piadas propositais para todo mundo falar “Nossa, Ju. Essa foi pesada, não é algo que se diga”, ah duh! Se fosse algo que se dissesse, por que diabos eu ia falar? Só pra fazer uma piada tosca pra todo mundo rir?
Enquanto eu ainda tiver tesão pelas coisas, que se foda o resto, continuo fazendo o que tenho tesão. Por acaso tem umas ai que tão faltando na minha vida, saudade de sentir alguns tesões que tão de férias da minha lista de orgasmos pessoais.
É isso ai, gostei! Um brinde, ao orgasmo pessoal!
Beijos e abraços,
Ainda da Autora.